Com efetivo 22% maior, Guarda reforça policiamento de proximidade

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Nas ruas, nos parques e nas praças. Nas escolas e nas unidades de saúde. No Centro e nos bairros, 24 horas por dia. Os guardas municipais acompanham os curitibanos no caminho de ida ao trabalho ou de volta pra casa, no transporte coletivo, enquanto passeiam, fazem compras e precisam de uma orientação ou de apoio.

Essa presença dos profissionais, de forma complementar às forças de segurança pública do Estado, aumentou nos últimos anos. É uma nova filosofia de trabalho na corporação, voltada à proteção das pessoas. “Hoje, o programa de policiamento de proximidade é uma realidade em Curitiba”, destaca o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel. 

Além de uma mudança na postura e nas atividades desempenhadas pelos guardas, mais presentes nos espaços públicos, a iniciativa foi concretizada com os investimentos priorizados para a área, em recursos humanos e materiais para o trabalho.

Com 380 guardas contratados desde 2018, houve um aumento de 22% no efetivo. Número que vai continuar crescendo: outros 100 aprovados em concurso público foram convocados e se juntam à tropa em 2020.

Para o trabalho diário, todos os núcleos regionais da Guarda Municipal contam com um conjunto de materiais, módulos móveis, motos e viaturas. Os guardas receberam botas, agasalhos, conjuntos impermeáveis para motociclistas, jaquetas, luvas de couro, joelheira, cotoveleira, uniformes para operações especiais munição menos letal e kits antitumulto. Também foram adquiridos 481 coletes balísticos e 226 pistolas calibre 380. 

“Intensificamos o patrulhamento preventivo, que é a presença dos guardas como forma de inibir e coibir crimes e delitos”, acrescenta o secretário. 

Os módulos móveis e as motos trouxeram maior mobilidade e potencial de atendimento em áreas e locais diversos, aponta Rangel. “Equipes com viaturas estão de forma mais frequente em locais apontados como de maior incidência de problemas, com base em estatísticas criminais e levantamentos conjuntos com outras secretarias.”

Emergência 153

O atendimento à população pode ser medido: em 2019, os guardas atenderam a uma média de 72 ocorrências por dia. As situações são variadas: desde abordagens de rotina a suspeitos, orientação e prestação de socorro, passando por prisões em flagrante, até casos inusitados, como o de apoio a um parto dentro da própria viatura, e de emergência, como primeiro atendimento prestado em casos de destelhamento ou alagamento.

Entre os crimes mais comuns coibidos pelos guardas em 2019, destacam-se os relativos a uso, porte ou tráfico de drogas: 1.828 ocorrências. O crime de dano, que inclui situações de vandalismo, arrombamento e pichação, aparece na sequência: 1.738 registros no ano. Os números da corporação mostram, ainda, o atendimento a 1.217 crimes de roubo e 747 de furto.

Segurança nos ônibus

A Guarda Municipal também está atenta ao transporte coletivo: mais de 70 situações relacionadas à importunação sexual dentro de ônibus foram reprimidas, com a condução dos suspeitos à delegacia, após acionamento da vítima ou de testemunhas, pelo telefone de emergência 153. Junto com repressão a danos, tentativas de invasão e roubos, foram atendidas 983 ocorrências na rede de transporte.

O cuidado com a mulher vítima de violência é prioridade na corporação. Foram 567 homens conduzidos à delegacia por violação de medida protetiva. Já a Patrulha Maria da Penha fez 2.240 visitas a mulheres com medida protetiva, como forma de proteção e verificação de tentativas de proximidade do agressor.

Nas escolas, os guardas ajudam a dar tranquilidade e segurança, além de organizar o trânsito nos horários de entrada e saída das aulas.

“É a interatividade com a comunidade escolar no dia a dia que propicia outras ações, como a realização de palestras de orientação, atividades de solidariedade e apoio, que são o coração do nosso programa de policiamento de proximidade”, analisa ele. 

Guarda prende três suspeitos por dia no centro

Levantamento de informações. Monitoramento de atividades e pessoas suspeitas pelo circuito de câmeras públicas municipais. Atenção constante durante as rondas. Abordagens. Prisões. 

Coordenadas pela Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito, operações para coibir crimes diversos na região central são precedidas de um trabalho de inteligência e de subsídio de informações precisas para a deflagração das ações. 

“São procedimentos que hoje fazem parte da rotina de trabalho dos guardas municipais e que estão mudando a percepção de segurança na região central”, afirma o secretário Guilherme Rangel.

No mês de novembro, 13 pessoas suspeitas de tráfico de drogas foram presas na operação “Centro Histórico sem drogas”. Deflagrada em conjunto com a Polícia Civil, a ação desmantelou um esquema que tinha a participação de homens, mulheres e até grávidas, cada um com uma função bem específica no crime.

Durante os dois meses de investigação, foi possível identificar o papel de cada um no tráfico: os que atuavam como vigilantes, os que distribuíam a droga, os vendedores e os responsáveis pela contabilidade da atividade ilegal.

Em outra situação, o setor de inteligência da Defesa Social colaborou para desmantelar uma quadrilha especializada no roubo de relógios de luxo, que vinha sendo investigada pela Polícia Civil. Assaltantes que procuravam abordar estudantes em estação-tudo também foram presos em operação similar.

Pronto emprego

O trabalho operacional da Guarda Municipal no centro é conduzido pelo Grupo de Pronto Emprego Operacional (GPEO), que resultou no atendimento de 3.872 ocorrências, em 11 meses.

São abordagens a pessoas suspeitas – que renderam a prisão de 161 foragidos da Justiça, apoio e orientação ao cidadão, repressão ao uso, porte e tráfico de drogas e a crimes e delitos das mais variadas naturezas, como furto, roubo, pichação, vandalismo, ameaça, direção perigosa e importunação sexual. Foram 925 encaminhamentos de suspeitos para a delegacia: uma média de três por dia.

“Criamos esse grupo específico para dar uma resposta mais efetiva às ocorrências na região central, onde há concentração de grande quantidade de pessoas”, conta o superintendente da Guarda Municipal, Carlos Celso dos Santos Junior.

O GPEO mescla a experiência de guardas com anos de profissão com aqueles que acabaram de ingressar na corporação e que querem mostrar a que vieram. “As turmas recém-formadas estão com muita disposição de mostrar ao cidadão que podem recorrer à instituição em caso de emergência. Com a orientação de guardas já reconhecidos pelo excelente desempenho dentro da corporação, o resultado está tendo grande aprovação popular”, atesta o superintendente.

Comerciante há 15 anos, Wilma Kurth-Heussinger (foto), que integra o grupo Centro Seguro, está contente com o desempenho dos guardas na região central. “Este trabalho ostensivo de abordagens faz com que as pessoas em situação de rua criem um respeito pelos guardas. Além disso, diminui os furtos, pois há vários guardas fazendo rondas na região”, diz ela.

“A Defesa Social conseguiu integrar a Guarda Municipal com as polícias. Quebrou barreiras e construiu pontes com a interação, melhorando nossa segurança”, completa.

Os guardas na rua contam com o apoio dos grupos Tático de Motos (GTM), de Operações Especiais (GOE) e de Operações com Cães (GOC) da GM. 

 

Segurança em números

  • 380 novos guardas municipais contratados desde 2018. Outros 100 convocados
  • 23.835 mil ocorrências foram atendidas pelos guardas municipais, em 11 meses
  • 80 escolas municipais com guardas
  • 2.240 visitas a mulheres atendidas pela Patrulha Maria da Penha
  • 567 indivíduos conduzidos à delegacia por violação de medida protetiva
  • Mais de 200 foragidos da Justiça presos, somente na região central
  • 127 edições da Balada Protegida
  • 1.671 alunos atendidos pela Guarda Municipal Mirim
  • 4.143 mil pessoas capacitadas pela Defesa Civil para reduzir o risco de desastres
  • 1.555 vistorias realizadas e 362 notificações emitidas pela Cosedi
  • 1.300 pessoas em situação de rua atendidas pelo Projeto Intervidas, nas praças Osório e Rui Barbosa
  • 268 pessoas em situação de rua atendidas pelo Projeto Nova Morada
  • 159 pessoas inseridas no mercado de trabalho pelo Projeto Nova Morada

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