Escolas de samba levam brilho e alegria à Marechal Deodoro

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Os foliões lotaram a Rua Marechal Deodoro na noite deste sábado (2/3) para assistir ao desfile das escolas de samba do grupo especial, o ponto alto da programação do Carnaval 2019 promovido pela Prefeitura de Curitiba. Milhares de pessoas ocuparam as arquibancadas e circularam pelo eixo de animação, entre a Rua Barão do Rio Branco e a Avenida Marechal Floriano Peixoto.

O desfile foi aberto com três blocos tradicionais: o Afoxé Aiyé Layó, que reuniu integrantes de terreiros de umbanda e candomblé, para fazer o ritual de “purificação” da avenida do carnaval; o Unidos de Judá, bloco evangélico que também teve a missão de trazer energia positiva para o desfile, transmitindo mensagens de paz e harmonia; e o Rancho das Flores, que mostrou a irreverência e a vitalidade de uma legião de idosos, que brincou e sambou ao som da marchinha em homenagem à poetisa Helena Kolody.

Na plateia não faltou animação. Um grupo de estrangeiros chegou cedo para ocupar as arquibancadas. “A maioria aqui nunca viu um desfile de carnaval. Estávamos ansiosos para vir”, disse a estudante paraguaia Miriam Nogueira.  Junto com ela estava a turma de estudantes de mestrado e doutorado da UFPR e da UTFPR vindos do México, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela.

O casal Laura Federici e Bruno Jorge, estudantes universitários, moram no centro da cidade e nunca tinham visto o desfile. “Não sabia que era tão organizado”, comentou Laura. Ela disse ter ficado surpresa com a produção e segurança da festa. “É bem legal”, constatou.


Festa do samba encanta a plateia

As escolas de samba entraram na passarela por volta das 20h30. A primeira a desfilar foi a Enamorados do Samba, a mais jovem entre as agremiações carnavalescas da capital. A escola estreou no carnaval do ano passado já com grande número de componentes e encantou a plateia. Este ano repetiu a dose levando para a avenida o enredo “Enamorados é pura energia”, com a proposta de mostrar que a vida é fruto da fusão da energia da natureza com a força da fé.

A Leões da Mocidade veio na sequência, com uma homenagem ao músico Waltel Branco, que morreu no ano passado aos 89 anos. O enredo “Partituras em preto e branco, no prelúdio erudito e popular de Waltel” exalta a trajetória do artista paranaense que se tornou um dos músicos mais influentes dentro e fora do Brasil. “Não exaltamos só a sua biografia, mas desfilaremos pelos caminhos da musicalidade de Waltel. Iremos contemplar o público com seus acordes e notas musicais e todos os elementos que consagram a sua trajetória fabulosa”, anunciou o carnavalesco Fábio Bento.

Magia

A Escola de Samba Imperatriz da Liberdade convidou o público para conhecer os mistérios e magias que constituem a religiosidade africana. Com o enredo “Ogum”, a Imperatriz apresentou os deuses do povo africano, trazidos pelos escravos e que hoje são cultuados nos terreiros de candomblé, com muita devoção, música, dança, cor e movimento.

“Cana, mé, branquinha, quero ver perder a linha na danada da cachaça” foi o tema apresentado pela Escola de Samba Acadêmicos da Realeza. O samba, as fantasias e alegorias contaram a história da centenária bebida destilada da cana-de-açúcar, um símbolo da cultura brasileira que vem dos tempos do Brasil Colonial.

A Mocidade Azul, tetracampeã do carnaval curitibano, foi a última escola a entrar na avenida, com o enredo “Carnaval é Ubuntu”, uma referência à “Mãe África”, berço da humanidade. Ubuntu significa coletividade, comunidade, generosidade, e a escola procurou mostrar que o carnaval é um exemplo desse espírito “ubuntu” no mundo ocidental.

“Numa época de grandes manifestações, onde grupos se vestem de diversas cores e símbolos para defender e lutar por suas causas, a Mocidade Azul se veste de África para defender e propagar essa linda filosofia”, disse o carnavalesco da escola, Ric Garanhani.

” O Carnaval de Curitiba se supera a cada ano. As escolas surpreendem com a sua produção de alegorias, fantasias e enredos. O Rancho da Flores trouxe muita alegria com uma homenagem a Helena Kolody e belas fantasias”, disse a presidente da FCC, Ana Cristina Castro.

O desfile do grupo especial terminou por volta das 2h da madrugada.

Homenagem

Antes da entrada das escolas, a Prefeitura de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba prestaram homenagens ao carnavalesco Glauco Souza Lobo e ao locutor oficial do carnaval curitibano João Mário Istrisoski, que faleceram este ano. A presidente da FCC, Ana Cristina de Castro, entregou a placa de homenagem à esposa de João Mário, Adriana, e à esposa de Glauco Souza Lobo, Maria Eduarda (Dudu Souza Lobo). As homenagens também foram entregues ao filho e filhas de João Mário (João Mateus, Anelise e Andressa) pelo diretor de Ação Cultural da FCC, Beto Lanza, pelo presidente da Comissão de Carnaval, Jaciel Teixeira, e por Luzia Simplício da Silva, membro da Comissão do Carnaval.


Domingo é dia do grupo de acesso

Neste domingo (3/2), será a vez das escolas do grupo de acesso. A festa começa às 18h com a apresentação da escola de samba mirim “Sambistas do Amanhã”, seguida dos blocos Fui Pará, Fogosa, Púrpura e Boêmios e Madames. As escolas entram na avenida por volta das 21h30. Serão quatro: Unidos de Pinhais, Império Real de Colombo, Internautas e Embaixadores da Alegria.

Para receber os foliões e garantir um carnaval seguro, a Fundação Cultural de Curitiba cuidou da infraestrutura. Além da montagem de arquibancadas e dos equipamentos de som e iluminação, foram instalados 120 banheiros químicos, barracas de alimentação, tenda para atendimento médico de emergência e três ambulâncias. O esquema de segurança contou com efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e equipe de segurança privada.

Com Agência de Notícias da Prefeitura Municipal de Curitiba

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