Memórias de Um Médico …

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Um dos escritores mais expressivos da língua francesa, por suas narrativas, contos e romances, foi sem dúvida Alexandre Dumas pai.

Depois que li “Memórias de Um Médico”, seu excelente romance em vários volumes, que me foi emprestado pelo Dr. Zuil Pujol, sobre a imponente figura de José Bálsamo, comecei a escrever a peça “Como Libertar-se Pelo Diálogo Segundo o Dr. Cagliostro”, que publiquei em dois atos em 1985 e, aumentada para três atos, em 1996.

O Conde de Cagliostro, médico italiano cujo verdadeiro nome era José Bálsamo, em 1890 frequentou a corte do Rei Luis XVI como seu conselheiro e foi alvo de muitas acusações e intrigas, sendo até hoje difamado por aqueles que o consideram apenas como um embusteiro , curandeiro e charlatão, e principalmente por seu envolvimento, juntamente com o seu amigo Cardeal de Rohan, no desaparecimento de um colar de diamantes da Rainha Maria Antonieta, no famoso escândalo do “Colar da Rainha”, do qual foi inocentado posteriormente.

Nada porém do que historicamente lhe foi imputado diminui o valor de sua atividade médica em favor dos pobres e enfermos nem a grandeza de sua personalidade como figura humana e o prodígio de suas aventuras e façanhas tão bem descritas em seu romance MEMÓRIAS DE UM MÉDICO, em sua homenagem, por Alexandre Dumas.

O Conde , efetivamente, com seus conhecimentos químicos, alquímicos e de medicina, e com o uso de um poderoso elixir milagroso de sua fabricação, curou muita gente sem cobrar nada, e além do remédio gratuito, ajudava as pessoas financeiramente com moedas de ouro, pois era rico, embora ninguém soubesse a origem de sua fortuna, o que o tornou perseguido por seus colegas contemporâneos, como um desleal concorrente que os prejudicava, e pelos pósteros, como um mau exemplo a ser lembrado. Cagliostro foi denunciado perante as autoridades médicas da época, por exercício ilegal da medicina, pelo fato de não estar registrado na ordem dos médicos e não cobrar consultas; mas foi absolvido, pelo fato de não cobrar nada e até ajudar os seus pacientes.

Entretanto, isso não impediu que posteriormente fosse denunciado como inimigo da corte francesa e do clero romano, preso na Bastilha e mais tarde entregue como herege à inquisição italiana, morrendo, em sua prisão perpétua, no Castelo de San Léo, em 1795.

Àqueles que não têm nada contra a figura de Cagliostro como personagem histórico e que apreciam uma boa leitura, eu recomendo Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas.

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