Consumidores devem gastar R$ 14 bilhões no Dia dos Pais, indica pesquisa

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Expectativa é de que cerca de 93 milhões de brasileiros comprem algum presente para as festividades do próximo dia 12

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgaram levantamento que mostra que o Dia dos Pais deve movimentar R$ 13,9 bilhões em todo o país.

Segundo o estudo, 61% dos consumidores deve comprar algo para a data. A expectativa é que cerca de 93 milhões de brasileiros façam alguma aquisição para o período.

O Dia dos Pais não injeta cifras tão expressivas quanto o Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, mas a data serve como um termômetro para analisar o desempenho do varejo nesse período do ano. É o que explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

“O Dia dos Pais não é uma das principais datas comemorativas, mas ele já dá uma ideia de como será o consumo no segundo semestre. Nós temos aí as últimas três datas comemorativas que tivemos: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, que foram melhores do que nos anos anteriores”.

De acordo com o levantamento, os consumidores irão gastar, em média, R$ 149,27 com presentes. Entre os entrevistados, 50% pretendem presentear os pais com roupas. Perfumes e cosméticos agradam a 32% dos entrevistados, seguido por calçados (28%) e acessórios como cintos, carteiras e relógios (27%).

A maioria dos entrevistados informou preferir pagar os presentes à vista, sendo 53% em dinheiro e 22% via cartão de débito. O pagamento via cartão de crédito, em parcela única, é a modalidade preferida para 16%, enquanto 25% dos consumidores irão parcelar as compras em mais de uma parcela.

Entre aqueles vão dividir o pagamento, a média será de quatro prestações. Isso significa que muitos dos que vão agradar os pais nesta data só terminarão de quitar as prestações no fim do ano. Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, é fundamental que os consumidores tenham consciência no momento das compras.

“É muito importante que as pessoas tenham consciência na hora de comprar, inclusive porque foi demonstrado que a média de prestações que se pretende fazer é de quatro prestações. No momento em que a economia ainda derrapa, temos aí esse momento político bastante delicado. Então, as pessoas têm que ter aí uma consciência muito grande no consumo”.

Os shoppings foram citados por 37% dos entrevistados como local das aquisições. As lojas online tiveram 33% da preferência e as lojas de departamento e os shoppings populares aparecem com 20% e 14%, respectivamente.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

 

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