O inverno começa hoje. Veja bons programas para os dias frios na cidade

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Há parques, bosques e jardins em Curitiba para todos os gostos e preferências. Foto: Orlando Kissner/SMCS (Arquivo)

A chegada do inverno, nesta quinta-feira (21/6), deixa Curitiba ainda mais charmosa. As baixas temperaturas transformam totalmente a paisagem da capital e o friozinho passa a ser um companheiro constante de todos os passeios.

Seja para o turista curtir um fim de semana ou para quem mora na cidade explorar locais inusitados, o que não faltam são opções de passeios, programas culturais e gastronomia, sem falar que os cartões-postais são uma garantia de muitos “likes” nas redes sociais.

A lista de atrações é extensa e há opções gratuitas.

Conforme informa a Agência de Turismo da Prefeitura de Curitiba, símbolos da cidade, como Jardim Botânico, Ópera de Arame, Centro Histórico, Feira do Largo da Ordem, Museu Oscar Niemeyer e Santa Felicidade, são destaques em qualquer programação de passeio no inverno. Mas também vale sair de casa ou do hotel para explorar as tradicionais feiras que se espalham pelos bairros (as de inverno vão até meados de julho), os charmosos cafés com clima nostálgico, as cervejarias artesanais de Curitiba e região e a culinária de todo o mundo reunida nos novos polos gastronômicos da capital.

Sete programas para curtir Curitiba no inverno

Cores invernais nos parques e jardins

Silenciosos ou animados, relaxantes ou para atividades físicas, bucólicos, românticos ou para encontrar os amigos. Há parques, bosques e jardins em Curitiba para todos os gostos e preferências. Seja o Barigui, o Tingui, o Bosque do Papa, o Jardim Botânico, o Tanguá, o Passaúna ou o Lagoa Azul, é impossível não passear pela capital, mesmo no inverno, sem cruzar com alguns deles.

Nesta época do ano as árvores, lagos, túneis, trilhas, cascatas, belvederes, pontes, obras de arte e flores também são um convite para caminhar, correr, fazer um piquenique, se esquentar ao sol ou simplesmente contemplar a vida sentado no gramado, mas devidamente agasalhado com uma mantinha. As poucas folhas das árvores ganham tons de amarelo, laranja, marrom e até de vermelho e formam uma verdadeira “tela” com as novas flores plantadas nos espaços, nesta época do ano, como bocas-de-leão, amores-perfeitos e petúnias.

Mas se o frio bater demais, a maioria dos locais oferece atrações mais “quentinhas”, como cafés, bares e restaurantes e, no caso do Jardim Botânico, sua icônica estufa e o Museu Botânico, com belas exposições temporárias. Em julho, também será oferecida visita guiada ao charmoso túnel do Tanguá. Além disso, no Bosque do Papa ocorre uma mostra do pintor Douglas Krieger na casa de exposição do Memorial da Imigração Polonesa.

Feiras de inverno e de artesanato

As tradicionais feiras especiais de inverno, nas praças Osório e Santos Andrade, vão até 17 de julho e são um convite para garimpar cachecóis, luvas, toucas, pantufas, pijamas, blusas e roupas de festa junina. Nas 72 bancas (61 na Osório e 11 na Santos Andrade), também não faltam opções culinárias para degustação na hora e de artesanato gourmet, como pães, geleias, mel, chocolate, bolachas e biscoitos – além de pinhão e quentão.

Outros pontos imperdíveis, administrados pelo Instituto Municipal de Turismo, são as 23 feiras de artesanato, que ocorrem de segunda a domingo, em bairros como Jardim Botânico, Hauer, Tatuquara, Centro, Boqueirão e CIC. A de domingo pela manhã, no Largo da Ordem, é um clássico da capital.

Feiras gastronômicas e noturnas

Abertas o ano todo, as concorridas feiras gastronômicas e noturnas, administradas pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab), são uma viagem pela culinária de várias partes do mundo. Nelas, os visitantes encontram acarajé, bolinho de bacalhau, pierogi, empanadas chilenas, crepes franceses, sushis e outros pratos da culinária internacional.

De quinta a sábado, ocorrem as feiras gastronômicas do Cristo Rei, Capão Raso e Batel, respectivamente. Já as feiras noturnas, que também contam com uma banca de hortifrutigranjeiros e ocorrem de terça a sexta, somam nove pontos, como a de Santa Felicidade (terças), a do Bacacheri (quartas), a da Água Verde (quintas) e a disputadíssima da Praça Ucrânia, no Bigorrilho (sextas).

Café em clima belle époque

A chegada do inverno é perfeita para se saborear uma paixão curitibana: o café. No Mercado Municipal de Curitiba, o Café do Mercado – com decoração retro – atrai uma legião de aficionados por grãos especiais e tortas deliciosas. Também não faltam, é claro, outros espaços charmosos para degustar a bebida, bem acompanhada de uma torta ou salgado, como o café do Sesc Paço da Liberdade, com seu clima belle époque, bem no Centro da cidade (o prédio foi a primeira sede da Prefeitura); o Santo Grão, dentro da Livraria da Vila, no shopping Pátio Batel; e o café do Solar do Rosário, no Largo da Ordem, com charmosa galeria de arte e livraria.

Cerveja artesanal no Hauer

Para os apaixonados pelo mundo da cerveja artesanal, um programa imperdível no inverno é o CuritiBéra, roteiro cervejeiro da Grande Curitiba criado pelo Instituto Municipal de Turismo. No bairro Hauer, dá para visitar aos sábados a fábrica da Bodebrown, que produz 36,7 mil litros por mês e 56 tipos de fermentados. Há tours gratuito e pago (R$ 90 por pessoa, com direito a degustação de oito bebidas). Outras cervejarias com passeios: Gauden, de Santa Felicidade; Bastards Brewery, de Pinhais; e Klein Beer, de Campo Largo.

Música e arte por toda a cidade

Os dias mais frios do inverno são uma boa oportunidade para visitar espaços culturais da capital, muitos deles com entrada gratuita.

Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (MuMA), no Portão, guarda peças valiosíssimas de artistas paranaenses, brasileiros e internacionais. Entre elas, a Sueño y Mentira de Franco (1937), gravura produzida pelo pintor espanhol Pablo Picasso no mesmo ano de Guernica, uma de suas mais famosas obras. Além disso, o espaço oferece mostras temporárias, como Curitown: A Cultura do Skate em Curitiba, aberta até o dia 19 de julho.

Outros endereços com muita música, cinema, dança e artes plásticas para esquentar no inverno são o Museu da Gravura, o Memorial de Curitiba, a Casa Romário Martins, o Museu Oscar Niemeyer, o Centro de Criatividade de Curitiba, a Gibiteca de Curitiba, a Cinemateca e a Capela Santa Maria.  

 

Gastronomia para todos os públicos

Com o friozinho vem também a vontade de comer algumas delícias que são a cara da estação. Restaurantes de fondue, cafés coloniais e restaurantes de sopas, massas e carnes ficam mais concorridos durante o inverno curitibano.

Da tradicionalíssima Santa Felicidade ao descolado Itupava, passando pelo São Francisco, Cabral e Batel, os polos gastronômicos da capital reúnem vários estabelecimentos em uma região. Febre dos últimos anos, as vilas gastronômicas – empreendimentos privados que reúnem bares e restaurantes variados – também oferecem uma variedade de cardápios que valem um esforcinho a mais para sair de casa no frio. São espaços como Ca’dore, no Bacacheri; MercadoSal, no Fazendinha; Mercadoteca, no Mossunguê; e Fresh Live Market, no Bigorrilho.  

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