A Teoria da Reencarnação

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A teoria básica do espiritismo é a da reencarnação. Mas não surgiu dele, e sim há mais de dois mil anos, no tempo dos filósofos gregos, primeiro defendida pelo célebre Pitágoras e depois, com o nome de ‘a teoria da reminiscência’, nos ‘diálogos de Platão’ , a qual nos fala do escravo analfabeto, interrogado por Sócrates, que “recordava” conhecimentos de Geometria.
Mais tarde, passados 500 anos, a teoria da preexistência foi defendida por Orígenes (185-254 d.C.), sábio e teólogo cristão, considerado um dos doutores da igreja.
De modo que a antiga igreja cristã aceitava tranquilamente a teoria da reencarnação.
Porém, lá pelo ano de 527 d.C., aconteceu o seguinte:
O imperador Justiniano casou-se com Teodora, uma cortesã , e como Teodora, depois de ter sido uma prostituta, chegou a esposa do Imperador, isto passou a ser motivo de orgulho para suas ex-colegas que ainda continuavam na profissão.
Mas para Teodora, como Imperatriz, e para seu marido Imperador Justiniano, esta triste e escandalosa lembrança, ainda que verdadeira, constituía um incômodo, uma afronta e uma vergonha.
Em decorrência disso, e como Teodora tinha uma influência muito grande sobre o marido, chegou a pedir a ele que determinasse que todas as prostitutas da cidade de Bizâncio, cerca de 500, fossem eliminadas, para que não restasse nenhuma que pudesse dar testemunho de sua condenável vida pregressa. Este extermínio não está evidenciado se realmente aconteceu, mas se presume que, nas 35.000 mortes ordenadas por Justiniano, essas prostitutas estejam incluídas.
Esta atitude de Teodora, ao ser descoberta, foi repudiada pelos cristãos reencarnacionistas da época que a chamaram de assassina, e lhe preconizaram que em suas futuras reencarnações ela haveria de pagar muito caro por esta indução ao massacre, e que em suas próximas reencarnações morreria assassinada tantas vezes quantas foram as vidas que sugerira ao marido que eliminasse.
Essa ‘profecia popular’ desgostou o imperador e a sua esposa. E assim foi convocado o Concílio de Constantinopla, em 553, o qual, entre outras providências, mandava retirar da Bíblia todas as referências explícitas sobre a reencarnação, e também dos cânones da igreja, negando para sempre a teoria defendida por Orígenes e pelos filósofos gregos, decisão esta que foi plenamente aceita pelos bispos e aprovada pelo papa da época.
A partir daí, a igreja cristã passou a negar a teoria da reencarnação e o mesmo também fizeram as demais denominações religiosas que, derivadas da reforma, surgiram depois.

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