Feira da Praça do Japão muda de lugar e agrada frequentadores e feirantes

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Feira de orgânicos na Praça do Japão. Curitiba, 01/03/2018. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Luciana Braga mora no Novo Mundo e tem um filho, Léo, de seis meses. Ela decidiu que o menino vai comer só papinhas de alimentos orgânicos. Por isso, nos últimos tempos passou a pegar o ônibu Santa Cândida/Capão Raso para comprar cenouras, beterrabas e outras hortaliças na feira de orgânicos da Praça do Japão. Ela aproveita a feira para passear com o menino pela praça antes de voltar para casa, numa rotina que tem repetido todas as quintas-feiras. “Aqui é muito bonito e agradável”, diz.

Hoje, Luciana encontrou as barracas num ponto diferente, mais próximo à Sete de Setembro do que à República Argentina como era antes. O realocamento foi uma das poucas mudanças ocorridas no local em virtude da entrada em funcionamento da nova linha do ligeirão Norte-Sul, que entrará em operação no final de março.

A exemplo dos feirantes e de outros frequentadores, Luciana gostou da medida. Simples, a troca resultou num benefício: agora, todas as barracas ficam na sombra das cerejeiras, monjoleiros e ipês, o que gera mais conforto para quem está trabalhando, passeando ou comprando os alimentos.

“Ficou melhor; agora está todo mundo na sombra”, diz Dário Gracia, feirante há 17 anos. “Os clientes gostaram.”

“Não sabia que ia ficar tão bom”, comentou satisfeito outro feirante, Heraldo Schneider.

Acostumados com o atendimento aos clientes, os feirantes perceberam até um aumento no movimento nesta quinta. “Deu mais visibilidade para a feira”, disse Carlos Roberto Kmieck sobre a nova localização. “Acho que passa mais gente pela rua aqui e as pessoas veem melhor a gente agora.”

Fabiana Hussein mora na Sete de Setembro a cerca de 200 metros da praça. É frequentadora assídua da feirinha. Gostou a sombra, mas diz não ter percebido maiores diferenças com a mudança no local. Ela e o marido, Faisal Hussein, se dizem fãs da praça. Ele, que é músico, pega ônibus diariamente para ir ao trabalho no Centro da cidade. Gostou de saber da nova linha, com a qual deverá ter reduzido seu tempo de viagem.

Faisal diz ser um privilégio viver próximo ao ônibus que lhe serve de transporte (e que considera de boa qualidade) e ter uma praça como a do Japão para frequentar.  “É preciso manter o convívio das áreas públicas”, diz Fabiana.

Para outra frequentadora, Gabriella Ottmann, a nova localização da feirinha otimizou o uso do espaço. “Ficou mais movimentado.”

Estrutura é mesma
A entrada em funcionamento do Ligeirão Norte-Sul não altera em nada a estrutura da praça. As alterações referem-se à mudança de local da feirinha e a uma correção geométrica num trecho de cerca de 30 metros de rua que liga a praça à República Argentina por onde passarão os ônibus e cuja pavimentação está sendo concluída esta semana.

A nova linha deve entrar em funcionamento até o fim de março e vai beneficiar cerca de 36 mil passageiros por dia. O tempo necessário para o trajeto entre o Santa Cândida até a estação Bento Viana (a cerca de 230 metros da praça) será reduzido pela metade (dos atuais 40 para 20 minutos).

Até que sejam realizadas novas obras na canaleta entre a Praça do Japão e o terminal Capão Raso, os ônibus terão as estações Bento Viana como ponto inicial e final. Ao chegar, os passageiros desembarcarão, os veículos farão o contorno vazios e com velocidade reduzida (máxima de 30 km/h) pela praça e apanham os passageiros estação que fica no sentido para o Santa Cândida.

A atual linha Santa Cândida-Capão Raso continua em funcionamento e deverá ter seu volume de passageiros aliviado com o novo ônibus.

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