Cuidados para evitar a aranha-marrom devem aumentar no verão

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Quando a temperatura sobe, é hora de sair do esconderijo e caçar. Essa é a natureza da aranha marrom e, nos meses mais quentes do ano, como no verão, fugir do contato com esse bichinho é um cuidado essencial. Foto: Rogério Machado (arquivo SMCS)

Quando a temperatura sobe, é hora de sair do esconderijo e caçar. Essa é a natureza da aranha-marrom e, nos meses mais quentes do ano, como no verão, fugir do contato com esse tipo de aracnídeo é um cuidado essencial.

Os acidentes com a aranha-marrom aumentam nessa época do ano, mas podem ser facilmente evitados, com medidas de limpeza e com busca precoce de socorro em caso de suspeita de picada.

“É um acidente dolorido, a pessoa que sofre a picada da aranha-marrom depois sente um desconforto no corpo e um mal-estar”, explica o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Alcides de Oliveira.

Ele destaca que os 110 postos de saúde de Curitiba estão preparados para fazer o atendimento dessas situações e que o quanto antes a pessoa procure tratamento em caso de suspeita de ter sido picada, melhor. “Cerca de 85% dos acidentes são leves e tratados com antialérgicos ou corticoides. Em poucas situações, as mais graves, será necessário o soro antiaracnídio”, diz.

Em Curitiba, os casos confirmados de acidentes com aranha-marrom têm diminuído ao longo dos anos, com o aumento da atenção dos moradores na prevenção e da capacitação dos profissionais de saúde no atendimento.

Enquanto nas primeiras décadas dos anos 2000 a média de acidentes foi de 3,1 mil casos registrados por ano na cidade, em 2016, foram 733. Em 2017, dados preliminares apontam 784 acidentes com o aracnídeo. Esse número, porém, ainda está em fase de confirmação e alguns casos ainda podem ser descartados.

Os casos graves incidem em somente de 3% a 5% da população, em que a lesão na pele evolui para a necrose (morte do tecido que forma a pele). Independentemente da gravidade, os sintomas têm início praticamente da mesma maneira: começam a aparecer depois de seis a 12 horas da picada e envolvem para área avermelhada, dor e queimação no local.

Como identificar a aranha-marrom

– A aranha-marrom mede de 3 a 4 cm, tem pernas longas e finas, e seu abdome parece uma azeitona.

– Ela habita locais escuros, quentes e secos. Pode ser facilmente encontrada em residências, principalmente em armários, atrás de quadros e em objetos que têm pouco manuseio na casa.

 

O que fazer em caso de suspeita de picada

– A picada da aranha é caracterizada por um ponto na pele e causa uma sensação de ardor leve. O local pode ficar vermelho, cerca de meia hora após a picada. Entre 8 e 10 horas depois, as dores no local aumentam, como se fossem queimaduras, assim como o inchaço. Ao longo dos dias, pode haver febre, mal-estar, coceira.

– Em caso de suspeita de picada, procure imediatamente uma das 110 unidades de saúde de Curitiba. Caso consiga capturar o animal, leve-o em um recipiente. Isso facilita a identificação da espécie e a conduzir o tratamento.

– O tratamento é feito conforme o quadro do paciente e envolve desde limpeza no local, medicamentos como antialérgicos, corticoides e remédios para dor. Apenas nos casos mais graves recomenda-se o soro antiaracnídio.

Como prevenir acidentes com a aranha marrom

– Limpeza é a regra de ouro, com uso de pano e aspirador de pó atrás de móveis e quadros das paredes.

– A maioria das picadas ocorrem à noite, quando as aranhas saem de seus “esconderijos” em busca de alimento (insetos). Elas atacam os humanos ao se defenderem de algum contato acidental quando estavam escondidas entre roupas, nos calçados, roupas de cama. Por isso, é importante sacudir roupas e calçados antes de vesti-los.

– Mantenha a residência bem arejada e evite o acúmulo de qualquer material nos quintais de casa.

– No ambiente externo, a localização mais frequente é em meio a telhas, materiais de construção e restos de madeira.

– Bloqueie o acesso da aranha ao interior da casa, colocando lâminas de borracha na parte inferior das portas.

– Não utilize venenos.

– As presenças de lagartixas são bem-vindas nas residências: são predadoras naturais das aranhas e não fazem mal aos seres humanos.

** Com Prefeitura Municipal de Curitiba

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