A Raça Futura

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Há uma forma de pensar, agir, sentir, encarar a vida e o mundo, e a nós mesmos, que começa com o reconhecimento de nossa ignorância diante da grandeza do Universo e os desígnios do Criador.
A partir dessa constatação, em qualquer momento, podemos recomeçar a nossa caminhada.
Já está visto que caminhamos há muito tempo nessa direção, em diferentes estágios e níveis de entendimento.
O mundo está sendo renovado pelo nascimento de crianças com alto nível de inteligência que, aos poucos, irão mudar e substituir a mentalidade pré-existente.
Estas crianças, que constituem a raça futura, irão apontar o caminho da regeneração moral e espiritual da humanidade.
Quando se dizia que as crianças representavam o nosso futuro, estava-se apenas intuindo essa realidade, de modo inconsciente, com relação à genialidade das crianças que iriam repovoar e renovar o planeta.
Talvez tenha sido por esse mesmo motivo, com relação a Jesus, que Herodes determinou a extinção dos primogênitos nascidos em Belém até dois anos de idade, entre os anos menos cinco e o início da era cristã, embora essa ordem, por cruel e absurda, não tenha sido cumprida.
A vinda dessas crianças semelhantes a Jesus ao mundo é cíclica e ocorre de tempos em tempos.
Hoje, por exemplo, se fizermos uma retrospectiva com relação às crianças nascidas nas primeiras décadas do século passado e final dos anos sessenta, veremos que uma boa parte se transformou nos atuais malfeitores da humanidade, responsáveis por tudo o que não presta (pilantragem política, guerras, fome, miséria, terrorismo, invasão de países e exploração de povos, etc.) e cuja degenerescência culminou com a atual crise moral, econômica e política que vem afetando diversos países entre os quais o nosso.
Mas a partir dos anos setenta, segundo afirmam os estudiosos, a qualidade moral e espiritual dos seres que vieram ao mundo foi melhorando e continua melhorando, embora ainda encontremos, entre essas sementes, por força da falta de oportunidade, do ambiente, das drogas e da má educação paterna e institucional, alguns desvios de conduta que merecem ser analisados, assistidos e corrigidos.
Contudo, em relação às gerações anteriores à década de 70, a depuração continua como a água limpa que brota de uma vertente nova, substituindo aos poucos a água turva, poluída e estagnada, num processo purificador que irá demandar ainda uns cinqüenta ou cem anos.
Acompanhemos, até enquanto pudermos, esse processo de purificação, rumo ao glorioso futuro da humanidade.

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