O Inferno e o Paraíso de Cada Um

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Cada um de nós tem o seu próprio inferno ou paraíso, aquele estado de espírito para o qual concorrem fatores de nascimento, condição social, ambiente, educação, relacionamento, instrução, convívio, temperamento e filosofia de vida.
Mas o inferno de cada um às vezes não tem nada a ver com a pessoa. Ela até quer evitá-lo ou tornar a sua vida mais suportável. E aí se depara com os problemas alheios gerados para incomodar ou infernizar a sua vida.
Ninguém tem culpa, por exemplo, de ouvir aquele barulho infernal, retumbante, em altíssimo volume, do carro de um chato que passa em marcha lenta ou está estacionado na frente da sua casa ou da casa do vizinho.
E você, que não gosta de chatos, nem de som em alto volume, nem de barulho, nem de gritos, tem que ficar quieto, já que não há leis que moderem ou proíbam estas coisas, ou, se elas existem, não funcionam.
Dentro dessa relatividade de fatores entre o inferno e o paraíso de cada um, você procura um banco, a sombra, o silêncio e o isolamento de alguma praça.
Mas, de repente, ao lado de onde você está sentado, um marmanjo começa a jogar bola com o filho pequeno, fazendo algazarra e perigando lhe acertar um bolaço na cara.
Aí você se levanta e vai procurar outro lugar mais tranquilo e sossegado. E até pode ser que o encontre, mas também pode ser que encontre um problema ainda maior.
Nosso próprio mau temperamento ou mau comportamento ainda tem solução, procurando nos conter, agir com calma, bom senso e inteligência.
Mas como fugir do inferno criado pelos outros, que nos acompanha onde estivermos ou para onde formos? !
De qualquer modo, meu amigo, minha amiga, nunca desista de procurar o seu ‘paraíso’, em si mesmo , em si mesma, ou fora de si.

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