Pelo antigo Egito

0
148

Um complexo egípcio no bairro Bacacheri, com construções monumentais que nos fazem sentir uma agradável atmosfera da terra dos faraós, abriga um dos espaços mais interessantes da cidade: o Museu Egípcio e Rosacruz. O acervo conta com réplicas fiéis de objetos relacionados a um dos países mais misteriosos de toda a história, cujos originais estão conservados em diversos museus pela Europa e Estados Unidos, além do próprio Egito. Durante a visita ao museu, fica claro como tudo se relaciona nos muitos aspectos da vida dos egípcios antigos – da religião à organização social. “O Egito, por si só, costuma atrair as pessoas porque exerce nelas um fascínio sobre sua história. Aqui recebemos famílias, e fica muito fácil perceber, especialmente nas crianças, o encantamento delas com as descobertas do Egito Antigo. O desvendamento é grande e o museu, nesse sentido, vem muito colaborar para a expansão do processo de compreensão da história”, avalia a supervisora cultural Vivian Tedardi.

Com exposições que ficam em cartaz por dois anos, atualmente o museu exibe “A Literatura no Egito Faraônico”, até o mês de agosto de 2018. São cerca de 140 obras que exploram a peculiar escrita egípcia, inclusive uma réplica perfeita da Pedra de Roseta, um fragmento de estela de ranofiorito que possibilitou a decifração da escrita hierogrífica. Passado o período, a exposição atual dará vez a umanova temática, o que possibilitará apresentar ao público outras peças, entre as 700 que compõem o acervo do museu.

Mas é quase no fim da visita, na última e mais esperada sala, que o visitante pode ver Tothmea, uma múmia real de uma egípcia que provavelmente viveu, no final do terceiro Período Intermediário (1070 – 712 a.C.) ou no início do período Tardio (712 – 332 a.C.). Ainda que não se saiba muito sobre sua vida, pode-se afirmar que ela é, pelo menos, 500 anos mais velha do que Jesus Cristo. O museu também conta com a segunda múmia original: Wanra, uma menina dos Andes de cerca de dois anos de idade, cujo corpo foi preservado de forma natural.

Além dos Faraós

Os visitantes do Museu Egípcio encontram no Bosque Rosacruz (uma instalação anexa) uma ampla área verde com vários espaços para meditação e descanso. Em setembro de 2016, a Rodem Rosacruz (mantenedora do Museu, bosque e outros espaços) inaugurou o Complexo Luxor, composto pela Alameda das Esfinges (que rememora o inquestionável legado arquitetônico dos egípcios antigos), pelo Obelisco de Tutmẽs III e pelo Atrium Romano César Augusto, uma réplica de “Augusto de Prima Porta”, atualmente no Museu do Vaticano, dada de presente à Ordem Rosacruz.

DEIXE UMA RESPOSTA